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Zuzu Angel, a primeira Heroína da Pátria do Brasil contemporâneo

quinta-feira, junho 29, 2017

Depois das votações favoráveis e unânimes, da Câmara Federal e do Senado, o Presidente da República sancionou, no Palácio do Planalto, em 12 de abril de 2017, antevéspera do 41º aniversário de morte de Zuzu Angel, o projeto de Lei 4411/16, da Deputada Federal Jandira Feghali, incluindo a estilista no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria.

Zuzu passou a ser a sexta mulher a ingressar no Panteão da Pátria, com o nome inscrito nas páginas de aço. Anteriormente cinco eram as mulheres inscritas: Jovita Feitosa, voluntária do Exército na Guerra do Paraguai; Clara Camarão, que combateu os holandeses na Batalha dos Guararapes, a enfermeira Ana Néri e as revolucionárias Anita Garibaldi e Bárbara de Alencar. Com o ingresso de Zuzu, heroína contemporânea, neste Livro, rompeu-se o padrão, sempre predominante, de que a memória heroica está reservada aos fatos do passado remoto, ignorando-se a história mais recente, referencial e exemplar.

O trâmite dessa homenagem foi pleno de significados. Ela foi aprovada na Câmara dos Deputados, num 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Zuzu, renovadora da moda em nosso país, com sua proposta de identidade brasileira, era uma feminista anteriormente a todas as suas lutas. Integrava, no Brasil, o Conselho Nacional das Mulheres, e, no exterior, o Fashion Group. Fez denúncia internacional contra a ditadura brasileira, com seus vestidos de protesto. Não só foi revolucionária da costura, como também de seu próprio tempo. Ultrapassou limites. Desafiou os poderosos, o medo e a conveniente indiferença sobre a qual se equilibrava a burguesia. 

Sua última década de vida foi a mais criativa e produtiva. Aquela em que se projetou profissionalmente, colheu glórias e alegrias, tornou-se celebridade da moda, “fez a América”. Foi também a década de sua agonia e do grande sofrimento, da busca desesperada do filho militante político desaparecido, da terrível constatação materna de que ele fora morto sob sessões de tortura em instalações da Aeronáutica. 

Apesar das perseguições e ameaças frequentes, veladas e ostensivas, Zuzu prosseguiu na sua corajosa denúncia do arbítrio, após a perda de Stuart. Tomou como dela a bandeira das outras mães, na missão de “salvar os filhos das outras”. Monitorava com os políticos conhecidos, jornalistas, advogados, parentes de presos políticos, as mortes, torturas, maldades, que estivessem ocorrendo nos cárceres. Considerou grande vitória, ao saber que morte alguma e, mesmo, tortura nenhuma houve mais na Base Aérea do Galeão, onde morreu Stuart, após suas denúncias.  Caíram o comandante da Base, brigadeiro João Paulo Burnier, e o Ministro da Aeronáutica.  Fato inédito e surpreendente, sobretudo por ser aquele o governo de Garrastazu Médici, o mais fechado e sanguinário.

Zuzu teve bons aliados em sua missão de difundir denúncias: o mimeógrafo, os Correios e sua irmã, a atriz e escritora Virgínia Valli, com quem copiava e distribuía fazia as cartas manuscritas ou datilografadas, bem como as poesias de autoria anônima (algumas da própria Virgínia), cordéis que relatavam a vida de Stuart, fac símiles da imprensa estrangeira sobre crueldades nas prisões brasileiras, devidamente traduzidos. Esse material era postado no Correio, enfiado sob batentes de portas na calada da noite, distribuído de mão em mão. 
Zuzu fazia comícios. Na fila do banco, em ajuntamento de rua, em roda de coquetel, no salão do cabeleireiro. Não perdia oportunidades de elevar o tom da voz e contar sua verdade inconveniente. Certa vez, num voo Nova Iorque-Rio, apossou-se do microfone da comissária de bordo e anunciou: “Senhoras e senhores passageiros, estamos chegando à Cidade Maravilhosa, à terra da tortura, onde assassinaram o meu amado filho, Stuart Angel, nas dependências da Força Aérea Brasileira”...

Tanto, em 2016, a Comissão Nacional da Verdade, quanto, em 1998, a Comissão dos Mortos e Desaparecidos confirmaram o assassinato de Zuzu Angel, numa emboscada, por agentes do Estado Brasileiro.  Depois das votações favoráveis e unânimes, da Câmara Federal e do Senado, o Presidente da República sancionou, no Palácio do Planalto, em 12 de abril de 2017, antevéspera do 41º aniversário de morte de Zuzu Angel, o projeto de Lei 4411/16, da Deputada Federal Jandira Feghali, incluindo a estilista no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria.
Zuzu passou a ser a sexta mulher a ingressar no Panteão da Pátria, com o nome inscrito nas páginas de aço. Anteriormente cinco eram as mulheres inscritas: Jovita Feitosa, voluntária do Exército na Guerra do Paraguai; Clara Camarão, que combateu os holandeses na Batalha dos Guararapes, a enfermeira Ana Néri e as revolucionárias Anita Garibaldi e Bárbara de Alencar. Com o ingresso de Zuzu, heroína contemporânea, neste Livro, rompeu-se o padrão, sempre predominante, de que a memória heroica está reservada aos fatos do passado remoto, ignorando-se a história mais recente, referencial e exemplar.

O trâmite dessa homenagem foi pleno de significados. Ela foi aprovada na Câmara dos Deputados, num 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Zuzu, renovadora da moda em nosso país, com sua proposta de identidade brasileira, era uma feminista anteriormente a todas as suas lutas. Integrava, no Brasil, o Conselho Nacional das Mulheres, e, no exterior, o Fashion Group. Fez denúncia internacional contra a ditadura brasileira, com seus vestidos de protesto. Não só foi revolucionária da costura, como também de seu próprio tempo. Ultrapassou limites. Desafiou os poderosos, o medo e a conveniente indiferença sobre a qual se equilibrava a burguesia. 

Sua última década de vida foi a mais criativa e produtiva. Aquela em que se projetou profissionalmente, colheu glórias e alegrias, tornou-se celebridade da moda, “fez a América”. Foi também a década de sua agonia e do grande sofrimento, da busca desesperada do filho militante político desaparecido, da terrível constatação materna de que ele fora morto sob sessões de tortura em instalações da Aeronáutica. 

Apesar das perseguições e ameaças frequentes, veladas e ostensivas, Zuzu prosseguiu na sua corajosa denúncia do arbítrio, após a perda de Stuart. Tomou como dela a bandeira das outras mães, na missão de “salvar os filhos das outras”. Monitorava com os políticos conhecidos, jornalistas, advogados, parentes de presos políticos, as mortes, torturas, maldades, que estivessem ocorrendo nos cárceres. Considerou grande vitória, ao saber que morte alguma e, mesmo, tortura nenhuma houve mais na Base Aérea do Galeão, onde morreu Stuart, após suas denúncias.  Caíram o comandante da Base, brigadeiro João Paulo Burnier, e o Ministro da Aeronáutica.  Fato inédito e surpreendente, sobretudo por ser aquele o governo de Garrastazu Médici, o mais fechado e sanguinário.

Zuzu teve bons aliados em sua missão de difundir denúncias: o mimeógrafo, os Correios e sua irmã, a atriz e escritora Virgínia Valli, com quem copiava e distribuía fazia as cartas manuscritas ou datilografadas, bem como as poesias de autoria anônima (algumas da própria Virgínia), cordéis que relatavam a vida de Stuart, fac símiles da imprensa estrangeira sobre crueldades nas prisões brasileiras, devidamente traduzidos. Esse material era postado no Correio, enfiado sob batentes de portas na calada da noite, distribuído de mão em mão. 

Zuzu fazia comícios. Na fila do banco, em ajuntamento de rua, em roda de coquetel, no salão do cabeleireiro. Não perdia oportunidades de elevar o tom da voz e contar sua verdade inconveniente. Certa vez, num voo Nova Iorque-Rio, apossou-se do microfone da comissária de bordo e anunciou: “Senhoras e senhores passageiros, estamos chegando à Cidade Maravilhosa, à terra da tortura, onde assassinaram o meu amado filho, Stuart Angel, nas dependências da Força Aérea Brasileira”...

Tanto, em 2016, a Comissão Nacional da Verdade, quanto, em 1998, a Comissão dos Mortos e Desaparecidos confirmaram o assassinato de Zuzu Angel, numa emboscada, por agentes do Estado Brasileiro.  

Depois das votações favoráveis e unânimes, da Câmara Federal e do Senado, o Presidente da República sancionou, no Palácio do Planalto, em 12 de abril de 2017, antevéspera do 41º aniversário de morte de Zuzu Angel, o projeto de Lei 4411/16, da Deputada Federal Jandira Feghali, incluindo a estilista no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria.

Zuzu passou a ser a sexta mulher a ingressar no Panteão da Pátria, com o nome inscrito nas páginas de aço. Anteriormente cinco eram as mulheres inscritas: Jovita Feitosa, voluntária do Exército na Guerra do Paraguai; Clara Camarão, que combateu os holandeses na Batalha dos Guararapes, a enfermeira Ana Néri e as revolucionárias Anita Garibaldi e Bárbara de Alencar. Com o ingresso de Zuzu, heroína contemporânea, neste Livro, rompeu-se o padrão, sempre predominante, de que a memória heroica está reservada aos fatos do passado remoto, ignorando-se a história mais recente, referencial e exemplar.

O trâmite dessa homenagem foi pleno de significados. Ela foi aprovada na Câmara dos Deputados, num 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Zuzu, renovadora da moda em nosso país, com sua proposta de identidade brasileira, era uma feminista anteriormente a todas as suas lutas. Integrava, no Brasil, o Conselho Nacional das Mulheres, e, no exterior, o Fashion Group. Fez denúncia internacional contra a ditadura brasileira, com seus vestidos de protesto. Não só foi revolucionária da costura, como também de seu próprio tempo. Ultrapassou limites. Desafiou os poderosos, o medo e a conveniente indiferença sobre a qual se equilibrava a burguesia. 

Sua última década de vida foi a mais criativa e produtiva. Aquela em que se projetou profissionalmente, colheu glórias e alegrias, tornou-se celebridade da moda, “fez a América”. Foi também a década de sua agonia e do grande sofrimento, da busca desesperada do filho militante político desaparecido, da terrível constatação materna de que ele fora morto sob sessões de tortura em instalações da Aeronáutica. 

Apesar das perseguições e ameaças frequentes, veladas e ostensivas, Zuzu prosseguiu na sua corajosa denúncia do arbítrio, após a perda de Stuart. Tomou como dela a bandeira das outras mães, na missão de “salvar os filhos das outras”. Monitorava com os políticos conhecidos, jornalistas, advogados, parentes de presos políticos, as mortes, torturas, maldades, que estivessem ocorrendo nos cárceres. Considerou grande vitória, ao saber que morte alguma e, mesmo, tortura nenhuma houve mais na Base Aérea do Galeão, onde morreu Stuart, após suas denúncias.  Caíram o comandante da Base, brigadeiro João Paulo Burnier, e o Ministro da Aeronáutica.  Fato inédito e surpreendente, sobretudo por ser aquele o governo de Garrastazu Médici, o mais fechado e sanguinário.

Zuzu teve bons aliados em sua missão de difundir denúnDepois das votações favoráveis e unânimes, da Câmara Federal e do Senado, o Presidente da República sancionou, no Palácio do Planalto, em 12 de abril de 2017, antevéspera do 41º aniversário de morte de Zuzu Angel, o projeto de Lei 4411/16, da Deputada Federal Jandira Feghali, incluindo a estilista no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria.

Zuzu passou a ser a sexta mulher a ingressar no Panteão da Pátria, com o nome inscrito nas páginas de aço. Anteriormente cinco eram as mulheres inscritas: Jovita Feitosa, voluntária do Exército na Guerra do Paraguai; Clara Camarão, que combateu os holandeses na Batalha dos Guararapes, a enfermeira Ana Néri e as revolucionárias Anita Garibaldi e Bárbara de Alencar. Com o ingresso de Zuzu, heroína contemporânea, neste Livro, rompeu-se o padrão, sempre predominante, de que a memória heroica está reservada aos fatos do passado remoto, ignorando-se a história mais recente, referencial e exemplar.

O trâmite dessa homenagem foi pleno de significados. Ela foi aprovada na Câmara dos Deputados, num 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Zuzu, renovadora da moda em nosso país, com sua proposta de identidade brasileira, era uma feminista anteriormente a todas as suas lutas. Integrava, no Brasil, o Conselho Nacional das Mulheres, e, no exterior, o Fashion Group. Fez denúncia internacional contra a ditadura brasileira, com seus vestidos de protesto. Não só foi revolucionária da costura, como também de seu próprio tempo. Ultrapassou limites. Desafiou os poderosos, o medo e a conveniente indiferença sobre a qual se equilibrava a burguesia. 

Sua última década de vida foi a mais criativa e produtiva. Aquela em que se projetou profissionalmente, colheu glórias e alegrias, tornou-se celebridade da moda, “fez a América”. Foi também a década de sua agonia e do grande sofrimento, da busca desesperada do filho militante político desaparecido, da terrível constatação materna de que ele fora morto sob sessões de tortura em instalações da Aeronáutica. 

Apesar das perseguições e ameaças frequentes, veladas e ostensivas, Zuzu prosseguiu na sua corajosa denúncia do arbítrio, após a perda de Stuart. Tomou como dela a bandeira das outras mães, na missão de “salvar os filhos das outras”. Monitorava com os políticos conhecidos, jornalistas, advogados, parentes de presos políticos, as mortes, torturas, maldades, que estivessem ocorrendo nos cárceres brasileiros. Considerou grande vitória, ao saber que morte alguma e, mesmo, tortura nenhuma houve mais na Base Aérea do Galeão, onde morreu Stuart, após suas denúncias.  Caíram o comandante da Base, brigadeiro João Paulo Burnier, e o Ministro da Aeronáutica.  Fato inédito e surpreendente, sobretudo por ser aquele o governo de Garrastazu Médici, o mais fechado e sanguinário do ciclo militar.

Zuzu teve bons aliados em sua missão de difundir denúncias: o mimeógrafo, os Correios e sua irmã, a atriz e escritora Virgínia Valli, com quem copiava e distribuía  as suas cartas, manuscritas ou datilografadas, bem como as poesias de autoria anônima (algumas da própria Virgínia), cordéis que relatavam a vida de Stuart, fac símiles da imprensa estrangeira sobre crueldades nas prisões brasileiras, devidamente traduzidos. Esse material era postado no Correio, enfiado sob batentes de portas na calada da noite, distribuído de mão em mão. 

Zuzu fazia comícios. Na fila do banco, em ajuntamento de rua, em roda de coquetel, no salão do cabeleireiro. Não perdia oportunidades de elevar o tom da voz e contar sua verdade inconveniente. Certa vez, num voo Nova Iorque-Rio, apossou-se do microfone da comissária de bordo e anunciou: “Senhoras e senhores passageiros, estamos chegando à Cidade Maravilhosa, à terra da tortura, onde assassinaram o meu amado filho, Stuart Angel, nas dependências da Força Aérea Brasileira”...

O assassinato de Zuzu Angel, numa emboscada, por agentes do Estado foi assumido pelo Governo Brasileiro, tanto pela Comissão dos Desaparecidos Políticos, em 1998, após inquérito, investigação, testemunhas oculares e perícia, quanto, em 2016, pela Comissão Nacional da Verdade, com foto de agente do DOPS no local de seu suposto acidente. 

Mesmo assim, até hoje, a família de Zuzu ainda precisa enviar cartas às redações dos veículos da mídia pedindo correção, quando noticiam que "Zuzu Angel morreu em um acidente de causas não esclarecidas".  

 

 

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